segunda-feira, 20 de julho de 2009

Visita a Cracovia

A grande visita e a primeira que fizemos, sem duvida ir a Polónia e não ir a auschwitz é como ir a Roma e não ver o papa, antes de viajarmos para a Polónia já estava mais que certo que pelo menos Cracóvia teríamos de visitar, assim que arranjamos uma folga partimos. Viajamos mais de 300 Km pelo preço de 150 zlt os comboios são lentos, 9 horas de viagem chegamos pela manha a Cracóvia. Percorremos uma distância maior do que Lisboa a Porto. Tomar o pequeno-almoço no Mc.DONALds o que nestas viagens se tornou uma constante, no fim como resultado alguns problemas de saúde. No Shoping estava a decorrer uma exposição de carros de fórmula 1, vimos carros míticos que foram conduzidos por Alain Prost, Ayrton Senna entre outros.

De barriga cheia partimos a procurar do Hostel, como inexperientes nestas andanças ainda demorou um bocado. Orange hostal no qual ficamos hospedados 100% recomendado para quem visitar Cracóvia, como não estava habituado a estas andanças fiquei surpreendido com as condições oferecidas e o ambiente do Hostel.
Estávamos super vontade não havia razões para chorarmos por não estarmos num Hotel 5 estrelas.

Deixamos ficar as nossas bagagens e partimos para conhecer a cidade, Cracóvia uma cidade bonita e simpática, que tem muito mais para oferecer que auschwitz e as Minas de sal. No centro fica situado a maior praça da Europa. Tem varias igrejas esplêndidas datadas do sec. XVII, pelo menos dois castelos um deles junto ao rio que proporciona uma vista da cidade excelente, o outro encontrar-se na parte velha da cidade junto a praça, onde junto ao portão se encontrar um Mc DONalds, necessidades da industria nada a fazer.

Não esquecer que esta cidade é berço do papa mais famoso do sec. XX João Paulo II as homenagens, encontram-se em vários locais, não falta lojas a vender uma lembrança do senhor. Não esquecendo o bairro judeu que também pode ser visitado. A cidade é grande mas não tem metro percorremos todos estes locais a pé sempre descontraídos e a passo largo.


Visitada a cidade tinha que se saber como chegar a auschwitz, que fica longe para caralho. No início o orçamente para esta viagem estava em 150 zlt acabamos por conseguir chegar por apenas 3,5 zlt em transportes públicos. A entrada para o campo é de 15 zlt visitamos coisas muito menos importantes a um preço muito superior valeu bem a pena. Estamos sem dúvida no sítio mais emblemática do sec. XX. Podem imaginar a sensação! nada de especial mas isso sou eu. Encontrava-se gente de todos os cantos do mundo a visitar o local. Visita foi muito bem orientado deram-nos uns fones para não perder pitada, pena não haver guias em Português. A visita durou cerca de 5 horas chegamos pela manha, que nisto de viajar é deitar tarde e acordar cedo cedinho para aproveitar ao máximo. Visitamos dois campos de concentração o Auschwitz I e o Auschwitz II Birkenau. Visto Auschwitz, partimos para as Minas de Sal numa carrinha com lugar para 13 pessoas, condutor trabalhava por conta própria assim que a carrinha tivesse cheia partia. Não faltava gente a ganhar o seu salário desta maneira, o bilhete custa 3 zlt menos de 1 euro. Para quem não sabe as minas de sal Wieliczka figuram na lista do património da humanidade, da Unesco. No seu interior encontram-se vários monumentos, inclusive uma igreja feita em sal, estátua do João Paulo II e a última ceia esculpida numa parede de sal. Descemos a uma profundidade de 130 metros, degraus e mais degraus. Dentro da mina assistimos a varias “Peças” a mostrar como os mineiros trabalhavam, tudo muito bem arranjadinho e preparado para os turistas. Tudo muito luxuoso. O regresso a superfície foi feito num elevador que mais parecia do sec. XVI parecia que se ia partir, abanava por todos os lados um barulho insuportável sem luz uma viagem inesquecível.


A noite, entrada em todos os Clubs que fomos era gratuita por isso percorremos uma boa quantidade deles a procura do melhor ambiente, pela primeira vez tivemos numa discoteca em que se ouviu musica Polaca o que até foi divertido. Desde então ate aos dias de hoje nunca mais, só em concertos. Tinha muitas discotecas em que se ouvia apenas Hip-hop. As instalações das discotecas são literalmente como bankers , túneis a ligar salas dentro da mesma discoteca. Cada sala com musica diferente. Sinceramente acredito que tenham servido de bunkers durante a segunda guerra mundial, nunca vi nenhum ao vivo mas as semelhanças que encontro com os que vi em filmes são grandes. A zona dos clubs fica na Praça central, bem agitada durante a noite, e com muita patrulha policial.